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Notícias

Chicago, US

Três temas ressoam após quatro dias de Fórum Econômico Mundial


​​Na semana passada, eu viajei com vários colegas até Davos, Suíça, para mais uma ediçāo anual do Fórum Econômico Mundial. Lá, nos juntarmos a mais de 2.500 representantes de líderes da política e do setor público, negócios e mídia, para participar de palestras, discussões, reuniões, e outros eventos envolvendo o tema desta conferência: "Reformulando o Mundo". Após o término do Fórum, saí de Davos com o pensamento em três tópicos: dois positivos, e o terceiro nem tanto.

O primeiro tema positivo, sem dúvida,  diz respeito ao bom humor dos participantes - o melhor desde 2006. Vocês devem ter acompanhado tudo através das "Notas de Davos", que os membros da delegaçāo da JLL compartilharam durante toda a semana, diretamente do Fórum. Desta vez, não houve uma preocupaçāo tāo grande com problemas financeiros ou de segurança para baixar o ânimo. O crescimento está de volta em todos os lugares, e a combinaçāo disso tudo acaba por gerar um senso de confiança serena, enquanto sinaliza um bom ano para a retomada do crescimento dos negócios. Era possível ouvir, nos corredores, conversas que nos deixavam perceber que as pessoas estavam motivadas, enquanto acordos eram sugeridos e discutidos.

O segundo tema positivo é um consenso geral de que a onda de regulamentação do sistema financeiro mundial está terminando. As estruturas já estão montadas, e os detalhes estão sendo finalizados. O resultado positivo é que os bancos podem começar a focar totalmente em financiar e lubrificar novos negócios, deixando-nos mais seguros ao saber que as regulamentaçōes irāo nos proteger melhor (mas nāo completamente) de um novo colapso financeiro.

O tema menos positivo é a necessidade de reforma estrutural em muitas economias. Eu chamo de tema pelo fato de ter aparecido repetidamente em discussōes e apresentações de vários países como Japão, Índia, Brasil e Argentina, além de países da Zona do Euro e EUA, com impostos e processos de despesas, assim como a coordenaçāo bancária e monetária da Uniāo Europeia.

As reformas variam imensamente de país para país, mas todas envolvem trabalho árduo a fim de remover ou ajustar interesses investidos, direitos adquiridos e maneiras estabelecidas de se fazer as coisas. Essas mudanças angariam opositores rapidamente e, em geral, nāo ganham votos. Desta forma, os políticos têm relutância em assumi-las, daí a razāo pela qual elas nāo acontecem de forma mais veloz, ou simplesmente não acontecem, em muitos casos. Apesar da reforma e da implementaçāo de políticas a passos lentos, estou certo de que a maioria dos representantes do Fórum, assim como eu, voltaram a seus respectivos países com um sentimento de otimismo. Para nós, o importante é que as empresas estão novamente investindo em crescimento e desenvolvendo negócios.