Skip Ribbon Commands
Skip to main content

Notícias

São Paulo

Transformação econômica impulsiona indústria hoteleira na América Latina,  diz estudo da Jones Lang LaSalle

Relatório mostra que momento atual é propício para investimentos em hotéis, já que os principais mercados da região vivem rápido crescimento e têm perspectivas de aumento na demanda de hospedagem


​​O mais recente relatório publicado pela consultoria Jones Lang LaSalle indica que a demanda por hospedagem nas quatro principais economias latino-americanas – Brasil, México, Peru e Colômbia – deverá experimentar um forte crescimento nos próximos anos, impulsionada, principalmente, pelos seus mercados internos, movimento que lembra a experiência vivida pelos Estados Unidos e outras economias desenvolvidas nas últimas décadas.

A previsão é de que, em 10 anos, considerando-se o período de 2012 a 2022, esses quatro países somados recebam 425.900 novos quartos de hotéis, o que representa uma taxa anual de crescimento da oferta de 5,2% e um crescimento absoluto de 65%.

A pesquisa da JLL considerou, para a comparação do inventário de hotéis entre os países, apenas a oferta chamada "relevante" ou "qualificada", de acordo com os seguintes critérios:

. hotéis afiliados a cadeias nacionais ou internacionais e hotéis independentes com 25 ou mais quartos

. hotéis com classificação de duas ou mais estrelas

. hotéis com presença online, ou seja, que tenham website e central de reservas via internet.

Desse modo, a pesquisa mostra a oferta atual nos países apenas dos quartos de hotéis qualificados segundo os critérios acima.

O estudo mostra que os dois principais motores do esperado crescimento econômico regional e do aumento necessário na oferta hoteleira são a transformação das economias latino-americanas, cada vez mais orientadas para serviços – atividades econômicas que têm demonstrado ser fortes geradoras de demanda hoteleira –, e o grande volume de investimentos dos setores público e privado em diversos projetos nas áreas industrial, de infraestrutura, mineração, manufatura e de serviços. No total, cerca de 60% das atividades produtivas do Brasil, México, Peru e Colômbia são orientadas a serviços.

A ocupação dos hotéis nesses países não fica restrita aos mercados tradicionais, como capitais e grandes centros econômicos. Nos mercados secundários e terciários – cidades que têm recebido grandes investimentos com vistas a dar suporte ao crescimento das economias nacionais – os profissionais envolvidos em projetos de infraestrutura respondem em grande parte pelo crescente aumento na demanda por hospedagem. E esta demanda cresce quanto mais se aproxima o prazo de conclusão desses projetos, mostrando que o desenvolvimento de hotéis em mercados secundários e terciários, que apresentam rápido crescimento, representa uma das mais atrativas oportunidades para o setor na região.

O efeito combinado destes dois fatores impulsionadores da indústria hoteleira na América Latina foi analisado e utilizado para prever as mudanças na proporção de oferta de hotéis (HSR* – hotel supply ratio, na sigla em inglês) – que é o número de quartos de hotel por mil habitantes – em cada mercado. Espera-se que o HSR para esses quatro países aumente mais de 52% (de 1,6 para 2,5 quartos por mil habitantes) em 10 anos, o que equivale aos 65% de aumento na oferta absoluta atual de quartos prevista para o mesmo período.

"É natural que o crescimento na oferta hoteleira aconteça em ciclos, levando a períodos de sobreoferta. No entanto, nossa visão otimista em relação ao desenvolvimento do mercado hoteleiro na América Latina no longo prazo está baseada na transformação econômica dos países, no significativo volume de capitais que está sendo investido em infraestrutura, no aumento da capacidade produtiva e no rápido aumento da poupança doméstica", diz Clay Dickinson, diretor da área de Hotéis & Hospitalidade da Jones Lang LaSalle para a América Latina. "Acreditamos que estes fatores, aliados ao surgimento de uma sólida classe média, criará um ciclo de aumento de riqueza que estimulará ainda mais os gastos com viagens de negócios e lazer, impulsionando a demanda hoteleira e beneficiando os investidores na região", conclui Dickinson.

Assista ao vídeo com um resumo do relatório: http://bit.ly/1gM9ogn​

Brasil – A JLL estima que o Brasil ganhe 192.700 quartos de hotéis nos próximos 10 anos, o que representa um aumento de 71,2% sobre a oferta relevante atual, que é de 270.500 quartos qualificados.**

"Embora seja um número muito expressivo em termos absolutos, a penetração da oferta é de apenas 1,4 quarto de hotel por mil habitantes, enquanto nos Estados Unidos esta proporção é de 15,5", explica Ricardo Mader, diretor da área de Hotéis & Hospitalidade da JLL para a América do Sul. "Ou seja, a proporção de quartos de hotel por mil habitantes (HSR) no Brasil é de menos de um décimo da norte-americana, o que mostra um grande potencial para crescimento", conclui Mader.

Além disso, aponta o estudo, há uma grande disparidade nesta proporção nas regiões mais desenvolvidas do Sudeste e nas áreas turísticas, comparando-se com as regiões menos desenvolvidas, mas que vêm apresentando um rápido crescimento, como o Nordeste e o interior do país.

O Brasil apresenta 39 áreas metropolitanas, que compreendem 40% da população total do país e representam 80% da oferta total de hotéis. São Paulo e Rio de Janeiro somam apenas ¼ dos quartos de hotéis brasileiros. Os hotéis de categoria superior e de luxo concentram 20% da oferta de quartos, enquanto os 80% restantes são de hotéis de categoria econômica.

Apesar do ritmo mais lento no crescimento econômico e da dificuldade de se obter financiamento para novos projetos hoteleiros, há 5.200 quartos em construção no Brasil. Cerca de 42% da demanda projetada até 2022 concentra-se em cidades com menos de um milhão de habitantes que, segundo o estudo, têm potencial para absorver 80 mil novos quartos, sem considerar os 5.200 já em desenvolvimento.

O relatório Transformação econômica impulsiona a indústria hoteleira na América Latina foi elaborado pela Jones Lang LaSalle e apoiado por parceiros do setor, incluindo Wyndham Hotel Group, DLA Piper, VOA Associates e RCI, Inc.

A análise detalhada inclui dados de uma ampla variedade de fontes acerca de 1.100 projetos localizados em mais de 900 cidades do Brasil, México, Peru e da Colômbia. Combinados, esses quatro países representam quase 70% da população total da América Latina (excluindo o Caribe) e são responsáveis por 75% do PIB da região.