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São Paulo

Oferta maior traz oportunidades para empresas em São Paulo

Grande volume de estoque no segmento de alto padrão e prédios mais eficientes favorecem mudanças e consolidações de sedes corporativas


O mercado de escritórios no país vem passando por um período de atividade construtiva bastante intensa, principalmente a partir de 2011. Entre 2011 e 2012, a cidade de São Paulo ganhou 628 mil m² de novos escritórios de alto padrão e o ritmo de crescimento do mercado passou de uma taxa de 8% ao ano entre 1996 a 2010 para 13% ao ano a partir de 2011.

Segundo dados da consultoria imobiliária Jones Lang LaSalle, o estoque total de escritórios em São Paulo é de 12,5 milhões de m², dos quais 29%, ou 3,6 milhões de m² são prédios considerados de alto padrão – para a JLL são os prédios classificados como AA e A.

No terceiro trimestre de 2013 foram entregues 113.738 m² na cidade e a previsão da JLL é de que São Paulo receba 1,2 milhão de m² de escritórios de alto padrão até 2015, o que representa um aumento de 37% sobre o estoque atual.

Este grande volume de novo estoque impulsionou a ampliação dos polos corporativos da capital e provocou uma mudança no cenário registrado nos anos anteriores a 2011, em que a demanda era superior à oferta. A falta de opções de espaços para atender as necessidades das empresas, principalmente multinacionais, levou-as a estabelecer suas operações em vários prédios, ou ainda, no caso de expansões, a dividir-se em andares diferentes ou a ocupar edifícios de padrão inferior, não condizentes com a imagem corporativa.

"Com o novo estoque, o mercado atinge um patamar mais profissional, já que estão à disposição espaços de escritórios mais eficientes do ponto de vista técnico, capazes de atender a demanda de grandes corporações", analisa José Victor Cardim, gerente de transações da JLL.

Os novos prédios que chegam ao mercado trazem tecnologias construtivas de última geração, já preveem certificação como edifícios verdes e têm lajes maiores – alguns com mais de 1000 m² -, e comportam projetos de escritórios mais abertos, que estimulam a colaboração e contribuem para aumentar a produtividade das empresas.

Estoque maior estimula mudanças de endereço – O grande volume de entregas nos últimos dois anos fez a taxa de vacância subir. Segundo a JLL, 16,3% dos espaços de escritórios da cidade estavam vagos no terceiro trimestre, já considerando as pré-locações registradas no período.

"A vacância elevada reflete o crescimento econômico do país nos últimos anos, que atraiu empresas de diversos segmentos de atividade em busca de espaços para seus escritórios, e novos investidores para o mercado", explica Marcelo Sasaki, gerente de pesquisa e inteligência de mercado da JLL. "E o aumento da atividade construtiva está, consequentemente, levando à atualização do parque de escritórios da cidade, que passou vários anos com oferta inferior à demanda", conclui.

Sasaki acrescenta que é natural, portanto, que estes novos espaços levem um tempo para serem absorvidos, o que explica a elevação da taxa de vacância.

A demanda continua estável, principalmente nas regiões nobres – Paulista, Faria Lima, Itaim, Vila Olímpia e Berrini. A absorção líquida - indicador que mostra os espaços efetivamente ocupados no período foi de 21.950 m² no terceiro trimestre.

No terceiro trimestre, a JLL registrou que 150 mil m² de escritórios estão pré-locados. "Caso esse volume se converta em locações efetivas, fecharemos o ano com volume de absorção bruta ligeiramente superior aos 370 mil m² registrados em 2012", afirma André Rosa, diretor de transações da JLL.

Com a grande oferta disponível, os preços tendem a se acomodar. No terceiro trimestre, a média dos valores pedidos de locação foi de R$ 109/ m²/mês, que representa queda de 3,1% em relação ao registrado no segundo trimestre.

"Neste novo cenário, com mais prédios de alto padrão disponíveis, e preços em tendência de acomodação, as empresas dispõem de excelentes opções de ocupação. Este é o momento ideal para as companhias considerarem em suas estratégias uma mudança de endereço, principalmente as que estão no momento de revisão de seus contratos de aluguel, que estejam pensando numa expansão, queiram consolidar suas operações numa única sede ou buscam uma melhora qualitativa de sua ocupação", explica Rosa.

Para o executivo, além da maior opção de espaços, os proprietários estão sendo mais flexíveis nas negociações e condições para novos contratos de locação, o que também acaba sendo um incentivo para as empresas decidirem por uma mudança de endereço.

Assista ao vídeo da Jones Lang LaSalle com destaques do mercado de escritórios de São Paulo.

Para baixar a pesquisa da JLL sobre o mercado de escritórios de São Paulo – 3º trimestre 2013 acesse: OnPoint_EscritóriosSP_3tri2013