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São Paulo

Hotéis brasileiros registram crescimento de receita por apartamento em 2013, segundo estudo da JLL

É o nono ano consecutivo que o Revpar, principal índice de rentabilidade dos hotéis, apresentou crescimento


Os hotéis urbanos brasileiros alcançaram em 2013 diárias médias de R$ 259,3 e ocupação de 65,9%. Esses números levaram a um crescimento do Revpar* – receita por apartamento disponível – de 6,7% em relação a 2012.

É o nono ano consecutivo em que o Revpar dos hotéis apresenta crescimento, segundo o estudo Hotelaria em Números, realizado há 21 anos pela consultoria JLL, e que há quatro anos conta com a parceria do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), que incentiva seus associados a responderem os questionários para a elaboração da pesquisa. O estudo de 2014 foi elaborado com base em questionários preenchidos por mais de 450 hotéis, resorts e flats sobre sua performance no ano de 2013, o que representa quase 5% do total de hotéis urbanos do Brasil, que é de 9.909 empreendimentos.

Hotéis se esforçam para maximizar receitas – O aumento de gastos operacionais, principalmente com mão de obra e insumos de alimentos e bebidas, não chegou a afetar o lucro operacional dos hotéis, que cresceu 6,21% em 2013 comparado ao ano anterior. Consequentemente, a margem de lucro em relação à receita total de 2013 ante 2012 cresceu um ponto percentual, para 36,6%.

Porém, é claro o movimento dos hotéis nos esforços para reduzir custos e maximizar receitas. Como resultado, houve um crescimento de 23% nas diárias médias nos últimos dois anos, apesar da queda de 3,6 pontos percentuais registrada nas taxas de ocupação no mesmo período.

O estudo mostra também que houve um aumento de 2,36% na oferta de hotéis em 2013. A oferta estimada atual no país totaliza 9.909 hotéis e 485.103 quartos.

A abertura de novos hotéis e o aumento de portfólio de grupos empresariais, que se tornaram redes hoteleiras, levaram a um aumento de aproximadamente 12% no total de hotéis afiliados a cadeias hoteleiras nacionais e internacionais que, em 2013, chegaram a 30,7% do total de apartamentos disponíveis no país. Esse aumento mostra um amadurecimento do mercado, que se torna mais estruturado e competitivo.

A ocupação média anual foi de 65,9% em 2013 e a maioria dos hóspedes nos hotéis urbanos nacionais (83,7%) foi de brasileiros. Os principais segmentos de demanda hoteleira no Brasil continuam sendo negócios (66,7%), lazer (18,4%) e grupos de eventos (9%).

Mesmo que o ano de 2014 ainda seja uma incógnita para os analistas e profissionais do setor de hotelaria, sendo que, até maio, registrou-se um crescimento do Revpar ligeiramente abaixo do esperado, o impacto positivo da Copa do Mundo da FIFA nas 12 cidades-sede fez com que o semestre terminasse com uma tendência positiva de crescimento.

"O resultado promocional da Copa aliado à desvalorização do real frente ao dólar criam um panorama positivo para o setor, com perspectivas de crescimento do turismo estrangeiro e reforço da imagem do país como importante destino turístico no cenário global", afirma Ricardo Mader, diretor do Grupo de Hotéis & Hospitalidade da JLL na América do Sul.

"Mas, para que os hotéis consigam terminar o ano com um saldo positivo em relação a 2013, devem continuar seus esforços de maximização de receitas durante os dias de semana e intensificar as ações para a redução de gastos", completa Mader.

Para Roberto Rotter, presidente do FOHB, a parceria de todos esses anos com a JLL e os resultados da pesquisa apresentam um mapeamento imprescindível para o segmento turístico-hoteleiro no Brasil e colaboram veementemente para a captação de novos investidores, sejam eles nacionais ou internacionais. Além de ser um importante instrumento de referência para os hotéis, o estudo também incentiva empreendedores e apresenta números relevantes para todo o setor.

"Após a Copa do Mundo, nosso país se tornou uma grande vitrine, mostrando sua capacidade de organização e recepção exemplar de turistas internos e externos. Nosso desafio, a partir dos resultados da pesquisa, é manter as boas taxas de ocupação ao longo do restante deste ano. Para isso, o FOHB trabalha na realização de diversos encontros junto ao Governo Federal no intuito de solicitar um maior empenho na divulgação nacional e internacional dos destinos. Nessas reuniões, também sugerimos parcerias público-privadas para a obtenção dos incentivos necessários para o crescimento do parque hoteleiro nacional. Até 2016, por exemplo, a oferta de unidades habitacionais das redes associadas ao FOHB em todo o Brasil vai crescer 23%, com acréscimo de mais de 30 mil novas unidades habitacionais e cerca de 150 novos hotéis", diz o executivo.

O número de turistas estrangeiros no país durante a Copa superou as estimativas e chegou a aproximadamente 1 milhão. "A Copa de 2014 já está sendo lembrada como a 'Copa das Copas' e esperamos que a organização do evento sirva como motivação para os governos e membros do Comitê Olímpico Brasileiro nas Olimpíadas do Rio em 2016", afirma Manuela Gorni, diretora do Grupo de Hotéis & Hospitalidade da JLL.