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Duas décadas evoluindo com o mercado imobiliário brasileiro

Parabéns, JLL, pelos seus 20 anos no Brasil!!


A JLL está comemorando 20 anos de Brasil. Atuando em diversos segmentos, a JLL é hoje um dos principais nomes do mercado imobiliário brasileiro, tem cerca de 900 funcionários e cobre praticamente todo o país a partir de sua sede em São Paulo e dos escritórios regionais. Nesta entrevista ao Panorama, Fábio Maceira, CEO da JLL no Brasil, comenta sobre a evolução do mercado imobiliário brasileiro, os desafios e as perspectivas para os próximos anos.

O começo

Como foi o início da JLL no Brasil?

Começamos por meio da Compass Birmann, que mais tarde foi adquirida pela LaSalle Partners, que se uniu à Jones Lang Wootton, fazendo gestão de condomínios de escritórios. Três anos depois, entramos na área de transações para atender às necessidades de clientes corporativos internacionais que precisavam de um novo escritório, um galpão, instalações industriais. Foi assim que começamos a diversificar nosso portfólio, que hoje inclui gestão de facilities, gestão de projetos e obras, engenharia e manutenção, consultoria, avaliação, locação e venda de imóveis e consultoria hoteleira. E, recentemente, no final de 2014, trouxemos ao Brasil a Tétris, uma empresa focada em design & build.

Quais as principais evoluções no mercado imobiliário brasileiro nesses 20 anos?

O prédio evoluiu, e a forma de ser dono de prédio também. Comecei na Jones Lang LaSalle em 1998 em Nova York e cheguei ao Brasil em 2001. O mercado local era incipiente. Em São Paulo, havia cerca de 20 prédios de alto padrão e no Rio, uns 3 ou 4. Os edifícios tinham, em média, 20 andares e lajes de 350 m2. Hoje, existem regiões que concentram empreendimentos de altíssimo padrão cujas lajes chegam a 2.500 m2 e há alguns que incorporam shopping centers, áreas de conveniência, entre outras facilidades. Vinte anos atrás, a maioria dos prédios era constituída por condomínios com multiproprietários. Não existia financiamento bancário, nem investidor externo. Alguns poucos fundos de pensão locais investiam no setor. Para construir um prédio, o incorporador, mesmo no caso dos prédios corporativos, tinha de vender andar por andar. Em resumo, o setor hoje está muito mais profissional.

Como isso afetava o mercado?

Lembro do caso de um cliente que ocupava uns 10 andares de um prédio que tinha uns 20 proprietários. Na renovação de contrato, já tínhamos negociado com quase todos eles, mas tivemos de esperar a resposta de um proprietário, literalmente por um ano, já que o aluguel do prédio não era sua prioridade. Hoje, cada vez mais os investidores são proprietários de prédios inteiros. Mesmo que o prédio tenha vários proprietários, cada vez mais o controle é feito por uma única entidade, que pode ser um fundo imobiliário ou SPE (quando vários investidores se juntam num negócio).

 

Ajudando o mercado a evoluir

Quais as contribuições da JLL para o desenvolvimento do mercado brasileiro?

Fomos os precursores da figura do gestor de facilities, que cuida dos espaços internos e da infraestrutura de médias e grandes corporações, e do gerente de condomínio; antes só havia o papel do zelador. Como gestores, nós mudamos também a forma de contratar. Somos especialistas em comprar da melhor forma e fazer a gestão para que o executante realize o serviço. Então, em vez de mão de obra, nós compramos o serviço.

Na área de transações, fomos pioneiros na divulgação de indicadores de mercado, como vacância, variação de preço de aluguel etc. Hoje, publicamos informações sobre cada um dos edifícios corporativos das principais regiões de São Paulo, além de white papers com análise relevante sobre o mercado.

Outro conceito novo trazido pela JLL ao Brasil foi a gestão de projetos. Começamos com um grupo pequeno. Hoje temos um time de 50 especialistas em gestão de projetos e obras (PMP, project management professional), que atuam para garantir cumprimento de prazos, orçamento, qualidade, segurança. É um serviço diferenciado em relação ao mercado, que pratica a gestão de obras.

Oportunidades à vista

Em relação ao portfólio internacional da JLL, existem oportunidades de incrementar o portfólio de serviços no Brasil?

A JLL tem uma forte atuação em residencial na Inglaterra, Ásia e Austrália. Esse é um setor que nos interessa no Brasil. Em breve, começaremos a fazer a gestão de condomínios residenciais e pretendemos expandir nossa atuação para transações. Existem outras possibilidades de serviços como investment banking, uma assessoria para o cliente tomar financiamento ou refinanciar seu portfólio, e de gestão de fundos de investimentos. Prevemos aprofundar a segmentação de mercado, como existe nos mercados maduros, com segmentos de saúde, logística, escritórios de advocacia e instituições públicas.

Quais os diferenciais da JLL no mercado brasileiro?

Investimos em tecnologias e conhecimento para prestar o melhor serviço ao cliente. Mas há alguns aspectos que vêm antes de tudo. Para nós, a ética nos negócios e a observância das leis e regulamentações do país vêm em primeiro lugar. Nossos funcionários recebem muita informação e treinamento a esse respeito; disponibilizamos uma hotline para a comunicação de suspeitas de desvios de conduta ou corrupção. Só trabalhamos com clientes que compartilham desses valores e não aceitam práticas ilegais. Também investimos no desenvolvimento dos funcionários, por meio de treinamento, e promovemos uma comunicação aberta e transparente. Adotamos práticas inovadoras, que permitem o trabalho remoto, e nos mudamos para um escritório sem salas fechadas, sem divisórias e sem estações de trabalho fixas. Promovemos assim a colaboração e a troca de experiências, inclusive entre gerações.

Acesse a nossa linha do tempo:

http://www.jll.com.br/brazil/pt-br/sobre-a-empresa/historico