Reportagem

Como a tecnologia está transformando a educação e o planejamento dos espaços nas escolas

Uma consultoria imobiliária pode atuar em projetos de modernização de instituições de ensino pautadas pela conectividade e interação entre os estudantes.

25 de Julho de 2019

O avanço da tecnologia e os constantes estímulos digitais a que os jovens são expostos hoje em dia estão mudando a forma de ensinar e aprender nas escolas. Para se inserir na realidade dos estudantes e prender a atenção, professores cada vez mais recorrem a recursos tecnológicos durante as aulas. Com isso, os espaços também precisam se adaptar a um novo modelo – sai de cena a configuração tradicional de alunos enfileirados diante de um quadro negro e ganham destaque:

●     equipamentos audiovisuais;
●     conectividade;
●     mesas coletivas;
●     espaços abertos para favorecer a interação e a colaboração.

Essas mudanças afetam diretamente as escolhas imobiliárias e a infraestrutura das instituições de ensino, que estão passando por uma mudança de perfil, segundo Luciana Arouca, gerente de Novos Negócios para a área de Projetos e Obras da JLL.

“Nos últimos três anos, a JLL tem sido procurada por escolas e universidades que querem rever seus espaços, organizar o portfólio e migrar para modelos mais arrojados de educação. Assim como aconteceu com os escritórios, está havendo uma transformação nesses ambientes, para que se tornem mais convidativos e humanizados, estimulando a colaboração e a troca de experiências”, afirma.

A transformação dos ambientes escolares já mais do que uma tendência, mas uma realidade. Recentemente, a JLL auxiliou na busca da nova unidade da ESPM, que será instalada no bairro paulistano do Itaim Bibi, além de outros empreendimentos do grupo Adtalem Global Education (unidades do Ibmec em todo o Brasil e da UniFanor em Salvador) e da nova sede do Colégio São Luís, no Ibirapuera, em São Paulo.

“Muda o tipo de mobiliário, que é mais versátil e permite várias composições nos diferentes espaços. Os ambientes são mais integrados, mesclando área de lanchonete com mesas para reuniões de estudo, por exemplo. A tecnologia e a conectividade também têm papel fundamental nos projetos.”

Luciana Arouca, gerente de Novos Negócios de Projetos e Obras, JLL

Para acompanhar o novo modelo de ensino, muitos desses e de outros projetos privilegiaram ambientes mais modernos, colaborativos e construtivos. 

Palavra de professor

O professor Ricardo Alves Barreira Lourenço, da Escola Pueri Domus, concorda com a análise da executiva da JLL. “As metodologias ativas ganharam força na educação durante a última década, e a infraestrutura de Tecnologia da Informação se tornou indispensável. Com a informação mais disponível graças à internet, o papel do professor é muito mais de orientar do que de informar”, comenta.

Segundo Lourenço, a sala de aula tradicional tem se transformado também para favorecer o desenvolvimento de outras habilidades dos estudantes, como a reflexão e o relacionamento interpessoal, substituindo o ensino convencional baseado na memorização.

Nas escolas modernas, as salas de aula já são equipadas com computador. O laboratório de informática deixa de existir, pois o aluno pode fazer pesquisas em qualquer lugar. Por outro lado, surgem outros espaços, como mais laboratórios de ciência e tecnologia para favorecer o aprendizado na prática. Da mesma forma, passa-se a privilegiar espaços de convivência que podem ser adaptados para outras funções.

“Temos átrios com estrutura de arquibancada para apresentações e mesas coletivas para os alunos interagirem. Todos os espaços são adaptáveis de acordo com a necessidade. O mais interessante é que não é preciso grandes mudanças porque as tecnologias e os mobiliários são portáteis”, observa o professor do Pueri Domus. 


Outra inovação são as paredes de vidro, que ampliam o espaço e permitem ver o que acontece dentro das salas, favorecendo a transparência e a estética. Seguindo a proposta de criar um ambiente mais acolhedor, também são considerados fatores como iluminação, acústica e temperatura. “A escola vai se modernizando para acompanhar os outros ambientes que o aluno frequenta”, conclui o professor.

Nesse cenário, a expertise de uma consultoria imobiliária permite apoiar as instituições de ensino no entendimento dos seus objetivos, recomendar os melhores melhores fornecedores para cada fase do projeto e gerenciar toda a implementação, do planejamento à entrega das chaves. Assim, o processo se tona mais fluido e muito mais assertivo.

“Coordenamos tudo, desde a escolha do local e o planejamento do espaço. Fornecemos análise e gestão de custos, cronograma, gestão de fornecedores, antecipação e mitigação de riscos e controle de qualidade, além de garantirmos total transparência em todas as fases do projeto”, salienta Luciana Arouca, da JLL. 

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