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Mercado de condomínios logísticos apresenta recuperação | 4T 2018

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17 de Janeiro de 2019

O mercado nacional de locação de condomínios logísticos de alto padrão apresentou recuperação em 2018 e tem expectativa de bons negócios em 2019, segundo a pesquisa First Look, da JLL.

No ano passado, foram mais de 2 milhões de m² negociados, sendo 1,2 milhão de m² em absorção líquida, o dobro do que foi registrado em 2017. Este indicador demonstra o crescimento da demanda e a expansão real do mercado. A taxa de vacância fechou o ano em 22%, três pontos percentuais a menos do que em 2017, sendo o menor número dos últimos três anos.

Conforme aponta a área de Pesquisa e Inteligência de Mercado da JLL, a perspectiva de melhora econômica deixou o mercado otimista para 2019 e impactará o segmento de condomínios logísticos. Como o setor industrial é ligado ao varejo, se o consumo aumentar, a recuperação do mercado ocorrerá de forma ainda mais acelerada.

Condomínios logísticos crescem em outras regiões

O último trimestre do ano mostrou que outros mercados fora do eixo Rio-São Paulo seguem ganhando espaço e ampliando suas participações nos números nacionais de absorções bruta e líquida, segundo Renan Cardoso, do time de Pesquisa e Inteligência de Mercado da JLL.

“Paraná, Minas Gerais e Nordeste são regiões secundárias que permanece, crescendo. Destaque para o Paraná, que teve grande presença no mercado, com ótimos números de absorção”, diz.

Das seis maiores transações do quarto trimestre, três aconteceram fora do eixo Rio-São Paulo. Os estados de Minas Gerais, Paraná e Ceará receberam absorções acima de 20 mil m² (Privalia, Magazine Luiza e Avon, respectivamente). Somadas, estas transações representam 12% do total de absorções dos últimos três meses do ano. As outras três maiores se deram em São Paulo, nas regiões de Jundiaí (Brasilata), Sorocaba (Arch Química) e Araçariguama (Inbetta).

De acordo com o levantamento da JLL, os principais segmentos envolvidos nas transações de 2018 em São Paulo foram:

  • atacado, varejo e distribuidores: 36%;
  • indústria: 33%;
  • logística e transporte: 27%.

No Rio de Janeiro, houve uma pequena variação nesses números:

  • atacado, varejo e distribuidores: 44%;
  • indústria: 32%;
  • logística e transporte: 22%.

“O movimento foi tanto de empresas que expandiram suas operações como de negócios que saíram de um galpão isolado para um condomínio logístico em busca de inovação e tecnologia”, aponta Cardoso.

Entregas de condomínios logísticos seguem moderadas

O Brasil fechou o ano com um total de 589 mil m² de novos estoques, sendo São Paulo (com 36%), Rio de Janeiro (21%) e Minas Gerais (17%) os estados que mais receberam novos estoques durante o ano. O maior empreendimento de 2018 foi o CL Aeroporto de Guarulhos (85 mil m²), entregue no terceiro trimestre.

Com 192 mil m², o quarto trimestre teve o maior volume de entregas no ano, com destaque para a região Nordeste, com 90 mil m² entregues: 51 mil m² no Ceará, 22 mil m² em Pernambuco e 17 mil m² em Sergipe.

A previsão para 2019 é de que sejam entregues um total de 644 mil m², distribuídos por seis estados brasileiros. A maior parte dessas entregas está prevista para o primeiro trimestre e em São Paulo, segundo Renan Cardoso.

“As entregas ainda estão em ritmo moderado. Isso foi observado em 2018 e continua como tendência para 2019”, afirma o especialista da JLL.

O preço pedido médio variou pouco nos últimos trimestres, fechando o ano estável, a R$ 18,22, e sem previsão de grandes variações nos próximos meses.

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