Mercado de condomínios logísticos segue crescendo e mantém otimismo

Taxa de vacância permanece em queda e ano deve ser positivo para o setor.

17 de Maio de 2021

O mercado de condomínios logísticos continuou crescendo no primeiro trimestre de 2021. De acordo com o estudo First Look, da JLL, a absorção bruta foi de 625 mil m² e o volume de entregas ficou próximo ao registrado no período anterior. A vacância foi de 13,91%, 0,38 p.p. menor em relação ao trimestre passado. Se comparado ao mesmo período de 2021, o indicador apresentou queda de 3,38 pontos percentuais. Com grandes quantidades de pré-locações para o restante do ano, as projeções para o ano são otimistas, e é esperado que o indicador apresente novas quedas.

Em 2021, estima-se que 2,5 milhões de m² serão locados no mercado logístico. Grandes projetos, como o GLP Guarulhos II (250 mil m²) e o BR PR Cajamar (145 mil m²), devem receber grande parte dessa demanda.

“Os setores de varejo, impulsionado pelo e-commerce, e logística devem continuar a ser destaque nas absorções do restante do ano. Sentimos que a demanda por espaços pelas empresas de e-commerce continua muito forte no estado de São Paulo, mas também deve crescer para outras regiões do país. Extrema, em Minas Gerais, além do Espírito Santo, Santa Catarina e toda a região Nordeste devem receber cada vez mais operações desse tipo de inquilino”, explica André Romano, gerente da Divisão Industrial e Logística da JLL. 

Variação no preço médio é resultado de novas entregas e baixa vacância 

A constante queda na taxa de vacância contribuiu para o aumento de 0,89% no preço médio pedido, que está em R$19,3/m²/mês. Para André Romano, é cedo para falar em alta dos preços no mercado como um todo. “Este aumento na média é fruto de novos estoques que, quando lançados no mercado, chegam com preço mais elevado devido ao sentimento de melhora da demanda pelos proprietários, mas também devido ao aumento no preço de insumos para construção civil. Como há grande quantidade de novos estoques sendo entregues, há reflexo na média de preço pedido”, afirma o gestor.

Romano pontua que a demanda por galpões logísticos, sobretudo os localizados próximos das grandes capitais do Brasil (chamados de last mile) está acompanhando e até superando o novo estoque. “A escassez gera uma competição maior por espaços bem localizados e com especificações técnicas mais modernas e, consequentemente, os lançamentos chegam mais caros. Além disso, os proprietários de empreendimentos que têm baixa vacância aumentam o preço ou ficam menos flexíveis nas concessões, na hora de fechar um novo contrato”, explica.

Acesse o estudo First Look Industrial do 1º trimestre de 2021 aqui


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