Pontos de vista

COVID-19: 8 principais considerações para a continuidade do local de trabalho

A maioria das empresas tem planos de continuidade de negócios para responder a desastres naturais, como inundações, terremotos, incêndios e terrorismo. No entanto, o COVID-19 apresenta desafios únicos por diversas razões: não tem centro geográfico, seu impacto está mudando de forma dinâmica sem considerar fronteiras e ele é transmitido de uma pessoa para a outra.

Para se sentirem preparadas, as empresas podem querer revisar os programas de trabalho remoto existentes ou acelerar o desenvolvimento de novos programas e estratégias que possam permitir que os funcionários trabalhem de forma produtiva durante a interrupção.

A seguir, alguns possíveis impactos que as organizações devem considerar:

  1. Funcionários impossibilitados para deslocamento/viagem:  Os esforços para conter o vírus podem incluir fechamento de aeroportos e transporte público, o que impede a chegada do funcionário ao escritório, ao escritório do cliente e a outras reuniões. Em comunidades cujas escolas e creches estarão fechadas, os pais que trabalham enfrentarão um desafio a mais no dia a dia ao lidarem com questões relacionadas aos seus filhos.
  2. Funcionários impossibilitados de ocupar os locais de trabalho por um período prolongado de tempo: Em alguns casos, edifícios comerciais e empresas podem fechar como medida preventiva contra a propagação do vírus.
  3. Uma desaceleração no crescimento/vendas pode ocorrer devido ao absenteísmo generalizado: Se os funcionários não podem ir trabalhar, o crescimento dos negócios pode ser desacelerado, principalmente para empresas de varejo, hotelaria e hospitalidade, e prestadoras de serviços.
  4. Perda da produtividade da força de trabalho e desempenho reduzido da força de trabalho: Os funcionários que não possuem as ferramentas e recursos para trabalhar eficazmente fora do escritório podem enfrentar desafios em relação à manutenção normal dos níveis de produtividade. Mesmo que os funcionários possam estar no escritório, a distração aumentada e a ansiedade causada pelo coronavírus podem reduzir a produtividade.
  5. Custo de contratação de trabalhadores substitutos temporários e outros recursos: Os trabalhadores temporários podem auxiliar a preencher lacunas quando os funcionários essenciais estão doentes, mas as empresas precisarão avaliar cuidadosamente os custos e quão facilmente essas habilidades poderiam ser replicadas pelos trabalhadores temporários.
  6. Custo de investimento em tecnologia distribuída e ferramentas de trabalho remoto: Muitas empresas terão necessidade de fazer investimento em tecnologia para possibilitar que os funcionários trabalhem remotamente. Embora inesperado, tal investimento pode gerar retornos ao longo do tempo se a empresa decidir dar continuidade ao programa de trabalho remoto quando os negócios voltarem à normalidade.
  7. Custo de desenvolvimento e execução de um programa de trabalho remoto: Podem ser necessários recursos adicionais para colocar em prática os processos e as estruturas que possibilitam que os funcionários trabalhem eficazmente de suas casas e de outros locais.
  8. Custo de treinamento e de comunicações para funcionários remotos: Comunicações claras e proativas são importantes para que um programa de trabalho remoto seja bem-sucedido.

DISCLAIMER: A JLL e respectiva equipe não estão autorizadas ou qualificadas para orientá-lo ou influenciá-lo na preparação dos seus planejamentos ou preparativos de continuidade corporativa sob uma perspectiva de saúde e políticas públicas. Embora estejamos nos esforçando para garantir o fornecimento de uma lista atualizada de recursos disponíveis publicamente, todos os detalhes sobre o COVID-19, bem como as implicações em saúde e políticas públicas, devem ser tratados sob a recomendação de um especialista independente.

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