Pontos de vista

Ouvir o colaborador será cada vez mais fundamental para construir o espaço corporativo do futuro

Com o trabalho híbrido consolidado, o escritório precisa ser um diferencial na jornada do funcionário.

Entre tantos efeitos causados nas vidas de todos nós, a pandemia de COVID-19 impactou o mercado imobiliário corporativo como nunca havia sido visto e, ao mesmo tempo, fez eclodir uma palavra cada vez mais presente em nosso dia a dia: experiência. E, neste cenário reimaginado em que estamos nos acostumando a viver, experiência do colaborador e os escritórios corporativos já não podem mais estar dissociados.

Antes de falar especificamente do que vemos atualmente e de como o colaborador ganhou força no poder de decisão das empresas quanto ao futuro dos espaços corporativos, daremos alguns passos atrás. Primeiro, ao mencionar as pessoas, que foram obrigadas a se adaptar rapidamente a um novo sistema. Quem resistia teve de se acostumar e, aos poucos, foi suprimindo diante da tecnologia embarcada, da comodidade e da ergonomia disponibilizada, uma prioridade de muitas empresas.

Agora, e quanto às empresas? Se inicialmente havia um temor do que seriam os funcionários trabalhando por um período indefinido de forma remota, rapidamente as companhias viram o cenário como uma oportunidade de mexer em seus espaços físicos. Além disso, com a alta do IGP-M, muitos contratos de locação foram cancelados ou revisados, gerando uma absorção negativa do mercado imobiliário, já superada. 

Nesse contexto, dois focos ganharam força: otimização de recursos, visando a uma maior eficiência operacional dos espaços, e o futuro dos escritórios. Foi neste momento que teve início um processo de transformação dos escritórios para atender às novas necessidades de ocupação, que, agora, passam a priorizar a humanização dos espaços e o uso de novas tecnologias. Tudo cada vez mais voltado à experiência do colaborador.

Então, os espaços corporativos vão diminuir? Ao que tudo indica, não. Afinal, escritórios mais humanizados, com locais de descompressão, colaboração e muito mais requerem metragens consideráveis. Prova disso é a busca por espaços mais sustentáveis e tecnológicos, que se intensificou, e o aumento da taxa de ocupação de edifícios tipo A, AA e AAA desde o último trimestre de 2021.

O momento é de transição e muito favorável à implementação de estratégias para o ambiente de trabalho que incluam os colaboradores e ainda estejam alinhadas com a cultura organizacional das empresas e seus respectivos modelos de negócio. A JLL, por exemplo, tem suportado isso, gerenciando cada etapa de implantação dos projetos, desde o diagnóstico da necessidade do cliente e o planejamento com estudos de viabilidade que auxiliam na tomada de decisão à execução, que conta com plano de mitigação de riscos e controle de qualidade assertivos.

Nos últimos tempos, implantamos projetos corporativos de 500 a 25.000 m², com os mais diversos escopos de trabalho. Cases que incluíram retrofit completo do edifício, implantação de novas tecnologias para gestão da ocupação do espaço e tecnologia low-touch, iniciativas sustentáveis com certificações LEED e WELL, entre outras.

Sempre contribuindo para atingirmos, juntamente com os clientes, os resultados esperados, desenvolvemos novos protocolos de saúde e segurança de trabalho voltados à construção, provemos soluções nos processos de reengenharia de valor, muito necessários hoje com a escassez de certos materiais e equipamentos, aplicamos nosso know-how de mercado para recomendação dos melhores provedores e prestadores da construção e, por meio do nosso time técnico e nossa plataforma de gestão, garantimos comunicação e reportes precisos, com visibilidade 24x7.

Não podemos deixar de destacar também o nosso compromisso no momento da transferência dos dados documentais e da expertise de toda implantação do projeto à equipe interna de operações do cliente, garantindo assim que a operação do escritório aconteça dentro dos parâmetros estabelecidos. É dessa forma que o período pandêmico nos permitiu potencializar os nossos diferenciais nesse segmento, para que pudéssemos proporcionar aos nossos clientes a melhor experiência. 

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Helena Diodatti,Gerente Sênior, Projetos e Obras
Helena Diodatti
Gerente Sênior, Projetos e Obras