Reportagem

Pós-pandemia: atualização da avaliação imobiliária é importante para reposicionar os ativos

Busca por renegociações dos contratos de locação está entre as principais demandas da avaliação imobiliária.

25 de Março de 2022
Autores:
  • Agência Tecere

Readequação de espaços, renegociação de contratos e pedidos por descontos: essas foram as principais demandas dos escritórios no auge da pandemia. Isso porque , além da pandemia de COVID-19, o mercado enfrentou o aumento de mais de 20% do IGP-M, que obrigou as empresas a ajustar seus fluxos e projeções financeiras. Mas, afinal, passado o período mais crítico, vale uma nova avaliação imobiliária? Segundo os especialistas da JLL, a resposta é sim.

Como explica Magno Stipkovic, diretor de Valuation and Advisory Services na JLL, a área de avaliação imobiliária caminha conforme as movimentações de mercado. “Sempre que o mercado está em alta ou em crise, a avaliação imobiliária precisa ser atualizada. Entre tantos critérios, levamos em consideração as taxas de juros, a inflação, as possibilidades de renda e as demandas de cada segmento.”

De acordo com o executivo, os escritórios sofreram bem mais os impactos da COVID-19 do que os galpões logísticos, por exemplo, e a busca por renegociações dos contratos de locação continua. “Em 2021, tivemos um aumento significativo no volume de trabalho. E ainda estamos recebendo esse tipo de demanda neste início de 2022”, afirma. 

Stipkovic ainda ressalta que a atualização da avaliação é muito importante, principalmente nas regiões secundárias que foram bastante afetadas e em algumas primárias que já vinham sofrendo com muita vacância. São os casos, por exemplo, da Berrini e Chucri Zaidan, na capital paulista.

“Quando o mercado estava iniciando uma recuperação, veio a pandemia, postergando essa melhora”, lembra. “Já as regiões prime conseguiram segurar o valor de mercado, como é o caso da Faria Lima, da Paulista e da Vila Olímpia, que, mesmo com a crise, não tiveram muito impacto. De qualquer forma, isso não dispensa uma nova avaliação pós-pandemia, já que a tendência é de valorização”, reforça. 

Como o fim da pandemia ainda é incerto, a atualização da avaliação imobiliária é primordial para que as empresas contornem e superem as implicações financeiras causadas pelo cenário pandêmico, como explica o executivo.

“Nosso trabalho inclui avaliar todas as tendências, como a de crescimento de aluguel por regiões, de vacância e de comportamentos”, diz Stipkovic. “Os investidores não olham uma propriedade analisando o mercado apenas um ano à frente. Para um investimento, é preciso enxergar no médio/longo prazos. E é uma avaliação criteriosa, considerando o fluxo de caixa, que ajuda o investidor a mitigar riscos e a fazer um bom negócio”, complementa.

O diretor de Valuation and Advisory Services ainda explica que as expectativas são boas e que, mesmo com as mudanças ocorridas e as readequações de espaços, o setor está otimista.

“O mercado está em crescimento constante e sempre se adapta às novas realidades. A tendência já era de crescimento e, passando a pandemia, acreditamos que o mercado retomará essa linha”, conclui.

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