Reportagem

Mercado de escritórios busca equilíbrio em meio à crise do coronavírus

Suspensão de operações faz com que empresas tenham que buscar redução de custos.

30 de Abril de 2020

O isolamento social recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como uma tentativa de conter o avanço do coronavírus está afetando os negócios de diversos setores, como turismo e varejo. Para lidar com os impactos no fluxo de caixa, muitas empresas têm buscado negociar os valores dos aluguéis dos seus espaços corporativos.

Com grande parte das equipes atuando em trabalho remoto, inicialmente, os locatários dos escritórios pleitearam concessões temporárias para solução de caixa durante esse momento. Segundo Monica Lee, diretora de Representação de Ocupantes da JLL para o segmento de escritórios, alguns inquilinos estão pedindo antecipação da revisional de contrato.

“Nossa recomendação é sempre buscar um equilíbrio econômico entre as partes. Para isso, a negociação continua sendo o melhor caminho, valendo-se de bom senso e boa-fé. É importante lembrar que a crise da COVID-19 afeta a todos.”

Monica Lee, diretora de Representação de Ocupantes, JLL

Contar com um parceiro com know how para essa negociação é essencial neste momento. Um especialista é capaz de fazer uma análise do mercado e um mapeamento inteligente das concessões contratuais, de maneira transparente e saudável para o equilíbrio mercadológico. O objetivo, tanto de ocupantes quanto de proprietários, é conseguir uma negociação mais estratégica e que visa ao benefício para as empresas não só agora, mas a médio e longo prazos.

“Em linhas gerais, temos tido êxito em obter concessões a curto e médio prazos ou diferimento do pagamento de aluguéis, antecipação de revisionais, renovações, negociação de itens colaterais no contrato, entre outros”, destaca a executiva da JLL.

Alguns fatores contribuem para o bom resultado das negociações, como o relacionamento com os proprietários e o cenário de incerteza a respeito da duração e dos impactos econômicos da pandemia. De um lado, há empresas que não podem assumir custo de CAPEX e multas contratuais e, do outro, proprietários que precisam manter seus espaços ocupados.

Desde a chegada do coronavírus no Brasil, a área de Representação de Ocupantes da JLL foi assiduamente acionada por seus clientes para orientação do melhor caminho a seguir. São empresas de diversos setores da economia, mostrando que o impacto da COVID-19 é diferente em cada negócio. Por isso, as soluções são variadas e devem ser avaliadas caso a caso.

Entre os exemplos de medidas que podem ser consideradas neste momento, estão a consultoria para análise de ocupação, a viabilidade do stay x go considerando opções low cost, o sale & leaseback, a revisão de fluxo de pagamento para casos de built-to-suit (BTS), a avaliação para precificação e parametrização das práticas comerciais do mercado, a mudança de layout e otimização de espaços ociosos, workplace solution etc.

“Nem sempre as concessões de curto prazo podem refletir em um bom resultado para as empresas no médio e longo prazo, mas é justamente este o objetivo primordial de qualquer negociação”, conclui Monica.