Reportagem

COVID-19: Estratégias para amenizar o impacto nos negócios

O cenário de pandemia obrigou a maioria das pessoas e das empresas a se adaptar a uma nova realidade. Confira dois exemplos que ajudaram a minimizar os efeitos da crise.

15 de Maio de 2020

A crise decorrente da pandemia de COVID-19 não apresenta precedentes, o que torna complexa qualquer possibilidade de mensurar, a longo prazo, os seus impactos para as pessoas e os negócios. Por esse motivo, é importante a implementação de medidas rápidas e eficientes que ajudem as empresas dos mais variados segmentos a superarem este momento.

Uma das alternativas encontradas para manter a operação das organizações foi a adoção em massa do modelo de trabalho remoto. Enquanto isso, estratégias estão sendo adotadas pensando na retomada das atividades quando a situação voltar ao normal.

“Neste momento, é difícil prever impactos com precisão. A trajetória exata do surto e o efeito econômico resultante são desconhecidos. De maneira imediata, a primeira alteração é o fluxo de pessoas que os escritórios deixam de receber”, explica Luís Ronca, COO LatAm de Corporate Solutions JLL.

“De forma ampla, sugerimos uma abordagem de planejamento do cenário, em vez de apostar em eventuais previsões ousadas, com foco em uma preparação para uma desaceleração de leve a moderada e de natureza transitória, ou para uma desaceleração mais severa e sustentada”, completa. 

Confira relatos de como a JLL está ajudando seus clientes durante a pandemia: 

“Administramos um prédio com equipamentos críticos e uma grande operação. Após o fechamento do edifício, a JLL recomendou manter a operação técnica, que foi dividida em escalas e com jornada reduzida, não impactando na saúde dos trabalhadores. Foram mantidas todas as manutenções preventivas programadas. Um time está realizando a limpeza profunda do prédio e outro as checagens e soluções de pendências. Tudo isso com a participação do estafe administrativo da JLL, realizando o monitoramento da operação remotamente”, conta Cibele Verasto, gerente de Facilities da JLL na Nielsen.

“Um grande desafio que estou enfrentando nesse período de quarentena e COVID-19 é apresentar ao cliente redução de custos com contratos fixos, sem suspenção da prestação dos serviços essenciais. Dessa forma, entrei em contato com todos os fornecedores de facilities de que faço a gestão, verificando possível negociação. Com parceria e compartilhamento de ideias, elaborei um projeto, já em execução, que apresentou ao cliente uma redução de custo fixo para os próximos três meses. Não foi necessário suspender os serviços essenciais, muito menos prejudicou a empregabilidade”, diz Vladimir de Almeida, coordenador de Infraestrutura na CESVI Brasil.