Reportagem

O que deve mudar no mercado de escritórios após a pandemia

Depois de se adaptar a uma nova realidade imposta pelo coronavírus, as empresas já começam a pensar no futuro dos seus escritórios depois da crise.

22 de Maio de 2020

O coronavírus transformou a rotina das empresas com a adoção em massa do trabalho remoto. Em um primeiro momento, o mercado se movimentou de maneira desequilibrada e sem parâmetros para seguir. Após as primeiras semanas de isolamento, é possível observar que a maior parte das empresas já conseguiu se reorganizar e se adaptar ao uso intensivo da tecnologia para reuniões e webinars para contato com colaboradores, fornecedores e clientes.

Agora, já se começa a pensar em como será o retorno das atividades nos escritórios, conforme aponta Monica Lee, diretora de Representação de Ocupantes da JLL para o segmento de escritórios.

“Há um consenso entre os especialistas de que o trabalho remoto será implantado em empresas que não tinham essa cultura e será reavaliado para as empresas que já o aplicavam, transformando o ambiente organizacional e as estruturas corporativas, tanto em uso de espaço quanto na forma de trabalho”, afirma.

Cada empresa trará uma experiência diferente imposta pelo COVID-19, o que vai influenciar o grau de implantação de políticas de trabalho remoto em diferentes setores. Haverá também a adoção de novas normas para o adensamento entre as posições de trabalho, com mais espaçamento entre as pessoas e, consequentemente, uma utilização diferente dos espaços dos escritórios. Isso mudará a rotatividade dos funcionários e a capacidade das empresas de aplicar de maneira estratégica o trabalho remoto - home office, em alguns casos (entenda a diferença aqui).

“É justamente por isso que se faz fundamental uma análise aprofundada e customizada da ocupação dessas empresas, para que, a partir do diagnóstico, as decisões possam ser tomadas de maneira estratégica”, ressalta Monica Lee.

Assim, a análise profissional sobre a ocupação dos espaços passa a ser essencial para suportar os negócios no período pós-crise. A JLL possui ferramentas tecnológicas, como o Utilization IQ, para ajudar as empresas a entender e a otimizar o uso dos espaços corporativos.

Veja três benefícios da análise de ocupação dos espaços associada à implementação de políticas de home office: 

1. Financeiro

A definição da política e da proporção ideal do trabalho remoto norteará a metragem, a localização e o tipo de imóvel ideal para cada organização, o que reflete diretamente nos custos e investimentos nos escritórios das empresas.

2. Mercado

Todos os setores da economia foram afetados pela pandemia. Embora ainda não seja possível prever quanto tempo este cenário deverá durar e quais serão seus efetivos impactos, é certo que haverá uma recuperação do mercado e, ao mesmo tempo, que o mundo não será como antes. Esse contexto também servirá para moldar o novo futuro do trabalho e seus espaços. A análise de real estate é essencial, pois ainda será um componente indispensável para sustentar o crescimento dos negócios.

3. Pessoas

As ações tomadas pelas empresas em tempos de pandemia tiveram como prioridade a saúde, o bem-estar e a segurança dos colaboradores. O tema deverá ganhar ainda mais força como diretriz geral e, pós-COVID, é esperado um foco das organizações na reavaliação dos seus planos de contingência e de seus ambientes e espaços de trabalho, nos aspectos de eficiência de ocupação, densidade e instalação de ambientes mais saudáveis.

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